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6 de janeiro de 2017

Raiane Leandro é Eleita a Rainha do Carnaval Capixaba de 2017

Após várias eliminatórias disputadíssimas, foi eleita na noite de ontem (05/01), a Família Real do Carnaval Capixaba.
No evento ocorrido no TurkZoo Bar, na Capital, a LIESES escolheu entre sete candidatos o novo Rei Momo e entre oito candidatas, a Rainha e as Princesas do Carnaval de Vitória para o reinado de 2017.
O estudante de Jornalismo Jefferson Teófilo, será o novo Rei Momo e a bela Raiane Leandro, formada em Direito, receberá a coroa de Rainha do Carnaval Capixaba.
Raiane, que já deu as caras por aqui na Festa de Lançamento do Enredo da Acadêmicos de JK, esbanja beleza por onde passa e, diga-se de passagem, sabe sambar mesmo. "O samba está no meu sangue e na minha pele", disse a Rainha em entrevista antes de sua apresentação na final promovida pela LIESES.
As jovens Izadora Lustosa e Suelen Cecília foram eleitas Primeira e Segunda Princesas, respectivamente.

Na mesma noite, a LIESES também  realizou a final do Concurso de passistas, e os casais vencedores foram: Samantha Sales e Alessander Constantino (primeiro lugar); Naty Messias e Thiago Aquino (segundo lugar) e Jokasta Nascimento e Rodrigo Mattos (terceiro lugar).

13 de novembro de 2012

Morre Delegado, o Eterno Mestre-Sala



Morreu no final da manhã de segunda-feira (12 de Novembro), o presidente de honra e baluarte da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, Delegado, aos 90 anos. Segundo os médicos, Égio Laurindo da Silva, o eterno mestre-sala da verde-e-rosa, estava internado na Clínica Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desde o dia 6 de novembro.
Nascido no Morro da Mangueira em 29 de dezembro de 1921, cresceu na comunidade e começou a frequentar o samba ainda no colo da mãe, aos 3 anos. Ele integrou o bloco Unidos da Mangueira. Aos 17 anos começou a desfilar como mestre-sala, arte que aprendeu vendo Marcelino, um dos fundadores da atividade, que desfilava como baliza do Bloco dos Arengueiros, precursor da Estação Primeira de Mangueira.
Por 36 anos Delegado tirou a nota máxima no desfile, ao lado das portas-bandeiras Nininha, Neide e Mocinha. Considerado um “pé de valsa” frequentador de gafieiras, alto e esguio tinha um jeito elegante de dançar, e prendia atenção das moças, na época, o que lhe valeu o apelido de Delegado.
Em 2011, conquistou o título de presidente de honra da Mangueira.

A pedido da família, os médicos informaram apenas que Delegado estava com uma “doença incurável”. A morte do sambista foi atestada às 11h18. O enterro, nesta terça-feira (13), aconteceu no Cemitério do Caju, na Zona Portuária.

Texto de Alba Valéria Mendonça
Do G1 Rio

20 de março de 2012

Sérgio Brito Conta a História do Carnaval

O Arte com Sérgio Britto faz um especial sobre carnaval que conta a história e evolução dessa celebração milenar no Brasil e na Europa.
O público vai se emocionar, ao rever o diretor e ator Sérgio Britto -- morto no final do ano passado -- recitando poemas. Ele transporta o telespectador para a magia do carnaval declamando "Mascaras e Quadris", de Fernando Fiúza; e "Carnavalia" e "Carnavalesco", de Marcos Faria Costa.
O apresentador vai até a Grécia Antiga para falar sobre a origem da festa em rituais que já ocorriam há seis mil anos, apresentando as fortes influências da mitologia grega com o culto aos deuses.
Depois faz uma análise do carnaval brasileiro que, herdado das origens européias, rapidamente se desenvolveu com caráter nacional. Sérgio faz um pequeno histórico sobre a importância do carnaval na vida das pessoas e mostra a importância de alguns personagens do carnaval como a porta bandeira das escolas de samba.
Fala dos Cordões, dos Ranchos, da primeira música carnavalesca, de Zé Pereira, mito irreverente que criou o primeiro bloco de rua do carnaval do Rio, e dos Filhos de Gandhi, na Bahia. O programa exalta a magia da festa brasileira, com sua beleza e alegria contagiantes.

1 de novembro de 2011

Livro Sobre Guarapari Faz Menção aos Antigos Carnavais

"Meus senhores dão licença
Que o Enroque vai passar
Pelas ruas da cidade
Muitas saudades nós havemos de deixar."

Esses versos fazem parte de uma das marchinhas que embalavam o Cordão Carnavalesco Enroque, grupo que desfilava pelas ruas de Guarapari em meados do século XX.
Essas informações chegam até nós através do livro "Guarapari, Muito Mais que Um Sonho Lindo" de autoria da historiadora Beatriz Bueno.
Além do Enroque, Beatriz nos revela outros grupos carnavalescos que foram criados no início do século, tais como o Futurista, Dengosos e Folhinha Verde.
A característica principal desses grupos eram o segredo que faziam em torno das fantasias e dos enredos. O Enroque era composto por pescadores e era o mais tradicional. Foi o único que saiu depois da Segunda Guerra, em 1946, com uma marchinha de Simplício de Almeida Neto. Desfilava com as cores azul e branco e seu padrão de fantasia era de marinheiro. Já o Futurista era o maior bloco e era composto por pessoas da elite local. O "Dengosos" era considerado o mais chique da cidade e suas cores eram o preto e o branco.
Esses blocos carnavalescos fizeram história no imaginário do povo guarapariense. Tanto que em 1996 houve uma tentativa de trazer de volta o velho estilo de desfilar em cordões e assim trouxeram à vida o Bloco Futurista, com o nome de Tradição.

Beatriz Bueno também cita algumas figuras carnavalescas que acabaram virando folclore em Guarapari, como a "Burrinha" (um tipo de bumba-meu-boi), o "Cabeça Inchada", o "Jaraguá" (monstro feito com caveira de burro) e o "Boneco de Vá".

Além dos Cordões de Carnaval, Beatriz também aborda outras manifestações culturais em seu livro, como a Folia de Reis e o Congo.
Nascida em Conceição do Castelo, Beatriz veio morar em Guarapari ainda pequena e apaixonou-se pela cidade. Em entrevista ao Folha da Cidade, disse que "olhando as fotos antigas de Guarapari, dá vontade de ter vivido naquela época." O título refere-se à Valsa de Pedro Caetano (página 13), composta em homenagem à Cidade Saúde.
Vale a pena conferir o livro da professora Beatriz que está à venda nas livrarias, bancas de revistas e papelarias da cidade.


13 de outubro de 2011

Carnaval Capixaba Torna-se Enredo de Um Livro Histórico

Era uma vez um menino, sentado num banco de escola, aos 11 anos de idade. Ele, o então pequeno Lucas, ainda não sabia que naquele dia comum, de mais um dia de aula no colégio Eliezer Batista, em Cariacica, sua vida estaria prestes a encontrar um objetivo... De certa forma, uma “boa obsessão”. Um desejo desconhecido que desabrocharia no momento em que integrantes da Escola de Samba Imperatriz do Forte entrassem pela porta da sala de aula e convidassem os alunos a participar do desfile no histórico ano de 1998. Histórico pelo fato das escolas de samba de Vitória voltarem a desfilar, após anos paradas. E porque não dizer, histórico, porque naquele instante, nascia o livro, mesmo sem a consciência do menino, que seria o maior registro sobre a história do samba capixaba, com lançamento marcado para o próximo dia 30, na Biblioteca Municipal de Vila Velha: “Carnaval Capixaba: Histórias, Honras e Glórias”, do hoje autor de 23 anos, Lucas Monteiro.Foi a partir daquele momento que Lucas teve seu encontro com o Carnaval feito no Espírito Santo e a partir daí, depois de encontrada a paixão, passou a perseguir tudo o que fosse relacionado ao tema. De escola em escola, de samba-enredo a samba enredo, de causos a causos... “Imagina: eu indo às escolas, querendo participar, dizendo que desenhava, que queria trabalhar e as pessoas olhando meio de lado aquele pirralho interessado por carnaval”, relembra Monteiro, entre risos.Mas entre acolhidas e repulsas, o menino conhecia mais sobre a folia capixaba. “Eu comecei a perceber que eram muitas histórias e elas cada vez me interessavam mais” revelou o autor, feliz com o resultado de mais de 10 anos de trabalho, entre pesquisa, desenvolvimento, escrita e captação de recursos para o lançamento das 500 páginas, ilustradas com 250 fotos, que relatam, por ano, a história das 13 escolas de samba que até os dias de hoje atuam no Estado. Das etapas, de acordo com o escritor, a que mais atrapalhou o lançamento da obra foi a conquista de um patrocínio. Uma busca que levou mais tempo que o desenvolvimento da obra em si.
“Tentei em 2005, por causa das escolas que completavam 50 anos nas ruas do Estado. Em 2008, tentei de novo, mas novamente não consegui. E finalmente, foi aprovado no ano passado, na Lei de Vila Velha... E amanhã fica pronto na gráfica”, comemora o autor.Um trabalho árduo. Porque antes dessa verdadeira empreitada, não existia, segundo Monteiro, nenhum registro oficial nas escolas sobre a própria história. “Eu conversava com os integrantes e eles me contavam histórias, várias, sempre diferentes uma das outras.” Sem falar nas confusões que os próprios foliões faziam quando a vida era dividida em mais de uma agremiação. “A pessoa era da Piedade e depois foi para Imperatriz e acabavam misturando a história das duas escolas.”Mas mesmo assim, já aos 14 anos, Lucas conseguiu fazer o primeiro registro histórico sobre cada uma das escolas que disputavam naquele ano, para ser entregue aos jurados. “Eu escrevi sobre cada uma delas e ao mesmo tempo comecei a escrever um blog sobre o Carnaval Capixaba em que juntava todas as histórias que ouvia sobre o tema.”
Depois de anos da existência do Blog, Lucas percebeu que tinha material suficiente para organizar em livro; um livro que serviria como um registro histórico sobre a folia no Estado. “O blog chegou a ter até um milhão de visitas”, diz o autor. Foi então que Monteiro tirou do ar a página da web e começou a se dedicar a organizar o que resultaria na obra lançada neste fim de Janeiro.O livro começa com a história do Carnaval Capixaba, desde os primórdios tempos dos blocos de rua, e depois se dedica, em cada capítulo, a cada escola que até os dias de hoje disputa o título no Sambão do Povo. “No final, eu ainda dedico um capítulo para homenagear as demais escolas que já passaram pela história do Estado, mas já não existem.” Segundo o autor, mais de 30 agremiações já freqüentaram as ruas da Grande Vitória.E também em homenagem a todas estas escolas de samba, que Lucas Monteiro, o escritor, jornalista, também desenhista e que já atacou de carnavalesco, confeccionou uma escola de samba em miniatura que será exposta no dia do lançamento do livro. A história de uma vida que dá voz a várias vidas que encheram as ruas do Espírito Santo de confete e serpentina.


Leia um trecho do livro em: bastidoresdeumlivro.blogspot.com

Reportagem de Miguel Filho : "Do Samba enredo ao enredo de uma história: livro sobre Carnaval Capixaba"

Matéria publicada no Site do Folha Vitória , em 25/01/2010.